sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Calvinismo e intolerância



Leia abaixo um trecho do Sermão "Graça Livre", de John Wesley, acerca da doutrina da Predestinação conforme defendida pelos calvinistas:


"Assim como diretamente esta doutrina tende a destruir vários outros ramos da santidade. Tais como a humildade e o amor, - amor, eu quero dizer, de nossos inimigos, - dos maus e ingratos. Eu não estou dizendo que ninguém que a defende não tem humildade nem amor; (pois como é o poder de Deus, é sua misericórdia;), mas que ela naturalmente tende a inspirar, ou aumentar, uma impetuosidade ou impaciência de temperamento, que é totalmente contrária à humildade de Cristo; como então especialmente aparece, quando são contrariados neste assunto. E isto naturalmente inspira desprezo ou indiferença em relação àqueles que supomos serem rejeitados de Deus. “Ó, mas,” você diz, “Eu não suponho que ninguém seja um reprovado.” Você quer dizer que você não suporia se pudesse evitar: Mas você não pode deixar de algumas vezes aplicar sua doutrina geral a pessoas em particular: O inimigo das almas a aplicará por você. Você sabe o quão freqüentemente ele tem feito assim. Mas você rejeitou o pensamento com repugnância. Verdade; tão logo pôde; mas como exacerbou e estimulou seu espírito nessa hora! Você bem sabe que não foi o espírito de amor que depois sentiu por aquele pobre pecador, que você supôs ou suspeitou, querendo ou não, ter sido odiado de Deus desde a eternidade".

Seria por isso que em países como os EUA e África do Sul foi tão contundente o racismo e o preconceito contra a população local, contra os "não eleitos"? Não digo que isso tenha sido o comportamento de calvinistas saudáveis, como David Brainerd, mas um desvio político e social do calvinismo não conduz necessariamente a isso?

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