sábado, 1 de janeiro de 2011

Que tipo de luz queremos ser?




“Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5.13).




Há muitos tipos de luzes no mundo. Há velas, e lâmpadas, mas também há fogos de artifícios.

Quando geralmente viramos o ano novo, ou comemoramos alguma data importante, podemos vislumbrar nos céus das praias o grande espetáculo dos fogos de artifício.

São realmente luzes impressionantes de se ver e ouvir. Quando se está no meio, ou logo abaixo da explosão de fogos, é quase assustador e bastante emocionante. Realmente impressionam pela sua aparência, pelo show, pela multidão que atraem e pela comoção que causam. O barulho que fazem chega a ser ensurdecedor. Ninguém ousa disputar a atenção quando os tais começam a estourar.

Entretanto, duram somente um momento, pois logo depois, precisaremos das luzes normais para nos deixarmos conduzir, sejam elas produzidas por lâmpadas, lamparinas, ou mesmo velas, dependendo do lugar onde se está.

Ocorre que na vida, muitos se comportam como fogos de artifício. Querem ser bonitos de se ver. Investem pesadamente somente na aparência, fazem um grande barulho, um grande show, e atraem a atenção das pessoas. São luzes impressionantes. Entretanto, não servem de guia para ninguém, pois brilham somente durante o espetáculo; depois se apagam.

Uma vela comum brilha diferente. Ela não chama a atenção. Queima devagar, silenciosamente e sem esforço; nem faz barulho. Entretanto, se mantidas as condições ideais, ela não brilha somente por um momento. E servirá de guia na escuridão. Não importa o tamanho quadrado das trevas ao nosso redor, é possível ver uma vela, ou uma luz acesa ao longe.

Assim também é a vida dos que podem realmente nos iluminar. São discretos. Mal chamam a atenção sobre si. Parecem até pessoas comuns. Não contam com grande aparato, não são artificiais. Entretanto, ainda que aparentemente fraca, sua luz brilha com constância e servem de guias na escuridão. Conheci um missionário que atua na Índia, e que no Brasil, mal tinha dinheiro para pagar uma condução. Entretanto, seu trabalho já resultou na divulgação do evangelho há mais de sessenta e oito famílias na Índia, que dá um total de mais de mil pessoas!

Que tipo de luz queremos ser? Daquelas que brilham somente por um momento, fazem estardalhaço e se apagam; ou daquelas que aparentemente fracas, não chamam a atenção, mas brilham com constância?

Se quisermos ser luz constante, não podemos desprezar as condições que torna isso possível. A vida devocional, de oração, no silêncio e no secreto; a leitura meditativa nas Sagradas Escrituras, a companhia de irmãos fervorosos no Senhor, a prática da caridade são provavelmente as melhores condições para nos manter brilhando. Se contarmos somente com técnicas humanas para impressionar, seremos somente fogos de artifício, e tudo o que sobrará será um cheiro de queimado no ar e um mundo em trevas.