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Mostrando postagens com o rótulo Apóstolo Paulo

Estar morto para o pecado significa estar insensível a ele?

Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? ( Romanos 6:1-2 ). Alguns mestres parecem ensinar que quando uma pessoa se converte está morta para o pecado, no sentido de que se tornou insensível a ele. Argumentam que uma pessoa morta não cheira, não enxerga, não escuta, etc. Logo, uma pessoa que morreu para o pecado não consegue apreciá-lo nem ser atraído a ele. Aqui temos que tomar um pouco de cuidado com a sutileza do que disse o amado apóstolo, bem como ter um pouco de ressalva a tais interpretações. Isso porque, segundo nos parece demonstrar a experiência, mesmo os maiores santos que existiram já comentaram da terrível tentação que sofreram, e já confessaram muitas vezes a si próprios como terríveis pecadores. O próprio apóstolo, em uma de suas epístolas confessou  si mesmo com “o principal dos pecadores” (1 Timóteo 1.15). Outrossim, tudo indica que a própria sagrada escritu...

Ananias, o discípulo que batizou Paulo

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“Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor em uma visão...” (Atos 9.10). Ananias foi um homem que de Jesus recebeu uma visão. Ele deveria ir até Saulo, o grande perseguidor dos cristãos, que naquele momento, estava ferido de cegueira, e orando. Quais as possíveis características que fizeram com que Ananias fosse incumbido de tão grandiosa visão da parte do Senhor? Ananias é chamado de discípulo . Discípulo é um seguidor, alguém obediente ao seu Senhor. Alguém que toma a sua própria cruz, nega a si mesmo e segue o Mestre, independentemente das  consequências. Somente um discípulo pode ser guiado pelo seu mestre. Podemos ver que ele é um discípulo disposto , pois quando Jesus o chama, ele responde “Eis-me aqui”. Esta é uma expressão de disponibilidade na presença do Senhor, conforme profetas do calibre de Samuel e Isaías já proferiram. Talvez muitos não recebam mais instruções diretas da parte do Senhor por falta de disponibilidade. Ananias era também um ...

Ananias, o discípulo que batizou Paulo

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“Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor em uma visão...” (Atos 9.10). Ananias foi um homem que de Jesus recebeu uma visão. Ele deveria ir até Saulo, o grande perseguidor dos cristãos, que naquele momento, estava ferido de cegueira, e orando. Quais as possíveis características que fizeram com que Ananias fosse incumbido de tão grandiosa visão da parte do Senhor? Ananias é chamado de discípulo . Discípulo é um seguidor, alguém obediente ao seu Senhor. Alguém que toma a sua própria cruz, nega a si mesmo e segue o Mestre, independentemente das  consequências. Somente um discípulo pode ser guiado pelo seu mestre. Podemos ver que ele é um discípulo disposto , pois quando Jesus o chama, ele responde “Eis-me aqui”. Esta é uma expressão de disponibilidade na presença do Senhor, conforme profetas do calibre de Samuel e Isaías já proferiram. Talvez muitos não recebam mais instruções diretas da parte do Senhor por falta de disponibilidade. ...

As características de um verdadeiro adorador

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"Por volta da meia noite, Paulo e Silas cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros da prisão escutavam" (Atos 16.25). Não havia palco, nem cachê. Não havia mídia, nem tevê. O que havia eram dois homens em missão (o contexto era da segunda viagem missionária). Por isso, a primeira característica de um verdadeiro adorador é que ele sabe que está em missão para Deus . Não canta pra si próprio, nem para obter vantagens pessoais. Canta com a intenção de evangelizar, para a proclamação. Canta para a glória de Deus. Assim também nós, enquanto igreja, temos que ter a consciência de que alguém só é adorador de verdade se estiver em missão para com Deus, se estiver envolvido na grande obra de fazer discípulos de todas as nações. Cada cristão deve fazer do ganhar almas o grande objetivo de sua vida (Finney). Eles estão na prisão porque expulsaram um demônio adivinhador da vida de uma moça, e que acabava dando muito lucro aos seus senhores. Se você  notar bem, este espírito adivi...

Tributar glórias a Deus com a sua dificuldade

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"De maneira que as minhas cadeias, em Cristo, se tornaram conhecidas de toda a guarda pretoriana e de todos os demais..." (Filipenses 1.13). A lgo do caráter inabalável de Paulo que nos serve de experiência para os nossos dias é o fato como ele encarava as dificuldades em sua vida como oportunidades para a glória de Cristo. No caso em questão, ele, o apóstolo dos gentios estava preso por conta de sua atividade missionária. Importante salientar que o sofrimento de Paulo não é por algum pecado, ou algum erro que ele tenha cometido, mas sim é por conta de sua própria missão, pois ele diz minhas cadeias "em Cristo". Alguém pode estar sofrendo por conta de algum mal que provocou, mas ainda assim o poderá reverter para a glória de Cristo, se sofrer com humildade e ponderação. Precisamos aprender a converter nossas dificuldades pessoais em oportunidades para tributarmos ainda maior glória a Deus. Não sei a dificuldade por qual você tem passado. Talvez seja uma perseguição,...

Ainda sobre a graça de Deus

"Porque Cristo, quando ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios" (Romanos 5.6). D eus nos amou com seu máximo amor quando sequer cogitávamos em lhe dar ouvidos. Fomos absurda e absolutamente amados por Deus quando Cristo deu sua vida por nós. E o que fizemos para merecer isso? Absolutamente nada! Esta é a teologia da graça! Tudo já estava feito e consumado, no nosso caso, antes que sequer existíssemos. E fomos de algum modo atraídos por este amor, até o ponto de dizemos juntamente com Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!" (Mateus 16.16). E quase que podemos ouvir juntamente com o referido apóstolo: "Bem aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que te revelou, mas meu Pai que está nos céus" (16.17). Quase posso ouvir também o prólogo do Evangelho segundo João em que o evangelista proclama: "Mas a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber: aos que crêem no seu nome, os qua...

Nem legalismo, nem antinomianismo

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"Digo, porém: "Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne" (Gálatas 5.16). Paulo, conforme já dissemos por aqui, foi talvez o primeiro e maior defensor da doutrina da graça de Deus e da justificação pela fé. Ensinou claramente seus leitores a confiarem única e exclusivamente em Cristo para a salvação. Isto porque, talvez a primeira tentação humana no nível religioso seja justamente a de tentar criar algum sistema de automerecimento para alcançar sua própria salvação, seus próprios méritos diante de Deus. Entretanto, há um outro risco. O risco de se chegar á falsa conclusão de que, já que a salvação é pela graça, e que as obras não salvam, e já que somos libertos em Cristo, podemos viver de acordo do modo como quisermos, sem observância de nenhum ditame moral ou ético para a nossa existência. Os dois erros são tremendamente terríveis, e destroem o evangelho. O primeiro porque afasta a graça de Deus dizendo que Cristo é insuficiente, criando-se um sis...

Nem legalismo, nem antinomianismo

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"Digo, porém: "Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne" (Gálatas 5.16). Paulo, conforme já dissemos por aqui, foi talvez o primeiro e maior defensor da doutrina da graça de Deus e da justificação pela fé. Ensinou claramente seus leitores a confiarem única e exclusivamente em Cristo para a salvação. Isto porque, talvez a primeira tentação humana no nível religioso seja justamente a de tentar criar algum sistema de automerecimento para alcançar sua própria salvação, seus próprios méritos diante de Deus. Entretanto, há um outro risco. O risco de se chegar á falsa conclusão de que, já que a salvação é pela graça, e que as obras não salvam, e já que somos libertos em Cristo, podemos viver de acordo do modo como quisermos, sem observância de nenhum ditame moral ou ético para a nossa existência. Os dois erros são tremendamente terríveis, e destroem o evangelho. O primeiro porque afasta a graça de Deus dizendo que Cristo é insuficiente, criando-se um sis...

Nem legalismo, nem antinominianismo

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"Digo, porém: "Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne" (Gálatas 5.16). Paulo, conforme já dissemos por aqui, foi talvez o primeiro e maior defensor da doutrina da graça de Deus e da justificação pela fé. Ensinou claramente seus leitores a confiarem única e exclusivamente em Cristo para a salvação. Isto porque, talvez a primeira tentação humana no nível religioso seja justamente a de tentar criar algum sistema de automerecimento para alcançar sua própria salvação, seus próprios méritos diante de Deus. Entretanto, há um outro risco. O risco de se chegar á falsa conclusão de que, já que a salvação é pela graça, e que as obras não salvam, e já que somos libertos em Cristo, podemos viver de acordo do modo como quisermos, sem observância de nenhum ditame moral ou ético para a nossa existência. Os dois erros são tremendamente terríveis, e destroem o evangelho. O primeiro porque afasta a graça de Deus dizendo que Cristo é insuficiente, criando-se um sis...

Eclesiologia paulina x eclesiologia inaciana

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Q uando o apóstolo Paulo escreveu aos Coríntios, estes estavam enfrentando um sério risco de divisão. Uns diziam que eram de Paulo, outros de Pedro, outros de Apolo, outros de Cristo (I Co 3.4 e ss) ... ou seja, cada qual, pertencente a um partido. Tal divisão se encontrava na própria prática da Ceia do Senhor, que acaba gerando uma dura reprimenda de Paulo, bem como outras exortações. Ao discorrer sobre os dons espirituais, Paulo ensinou que era o próprio Espírito que concedia os seus dons de modo que lhe aprazia, sendo que todos eram igualmente importantes na Igreja; Paulo portanto, tem uma visão bem clara do funcionamento orgânico do corpo. E finalmente, para encerrar a discussão acerca da unidade da Igreja, Paulo cita talvez um dos mais belos textos acerca do amor que jamais foram escritos, que é, inclusive, muito utilizado em convites de casamento, que se encontra em 1 Coríntios 13. Em nenhum momento o apóstolo encerra a discussão acerca da unidade dizendo: sou apóstolo, fora de m...

Pela graça sois salvos, por meio da fé

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"Porque, pela graça sois salvos, por meio da fé. Isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8). Paulo, desde cedo, enfrentou o problema dos judaizantes. Quem eram estes? Eram aqueles que diziam que se os novos convertidos (gentios) não se circuncidassem, não seriam salvos de modo algum (Atos 15.1). Os tais sempre chegavam a uma recém-comunidade fundada e edificada por Paulo com tal mensagem, desvirtuando o evangelho. O apóstolo dos gentios desde cedo enfrentou, sem ceder por um momento sequer, a doutrina dos judaizantes, ensinando que, por obras da lei ninguém será salvo, mas sim pela fé em Cristo, pois a justificação vem pela fé (Gálatas 2.16), e desde cedo, a igreja cristã afastou a necessidade dos novos convertidos se circuncidarem quando do pronunicamento do assim chamado Concílio de Jerusalém (Atos 15.6). Entretanto, é uma tentação humana sempre tentar sistematizar a religião cristã de um modo tal que, se as pessoas não o...
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"Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo" "Sede meus imitadores como eu sou de Cristo" (Paulo aos Coríntios, Cap. 11, ver.1) Paulo, quando escreve aos coríntios, exorta seus leitores a que sejam seus imitadores. Ocorre que os cristãos contemporâneos cometem dois atos de abuso em relação a esta passagem. Em primeiro lugar, este versículo é abusado por aqueles que o ignoram completamente. Vocês já devem ter ouvido falar daqueles que ensinam seu povo a dizerem: "não olhe para vida de homens, mas somente para Cristo, somente para Deus"! Certamente não têm mal intenção ao dizerem isso. É que o estado de coisas na igreja está tão ruim, que não é difícil um novo convertido se escandalizar com a vida que muitos têm levado. Aí, abstratamente, dizemos: olhem para Cristo, não olhem para os crentes! Mas ao fazermos isso, ignoramos completamente o sentido do discipulado cristão, visto que Paulo colocava-se, ele mesmo, como paradigma de modelo daquilo que ensinava. ...

A doutrina da salvação por fé sem as obras da lei é anti-judaica?

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Por Carlos Seino Todos os cristãos, principalmente nós, os evagélicos, já ouvimos falar que "Cristo é o fim da lei para todo o que crê", conforme preconizado na epístola de Paulo aos romanos, por exemplo. Também estamos acostumados a ouvir pregações e estudos acerca da controvérsia de Paulo com os judaizantes de seu tempo, que queriam circuncidar os cristãos gentios. A luz destas coisas, não foram poucos os que apontaram a doutrina paulina, reavivada pelo protestatismo, como anti-judaica, tendo em vista entendermos Jesus como o fim, o término da lei. Para um judeu, que amava a tradição de seus pais, por entenderem recebidos os preceitos da lei das mãos do próprio Deus, realmente, parecia uma coisa um tanto quanto dramática de se aceitar, e não poucos teólogos judaicos expuseram suas críticas a tal doutrina cristã. Chegam até a dizer que foram os cristãos posteriores que interpretaram Jesus de uma maneira nova, visto que, o cristianismo é a única religião em que seu fundador p...