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Mostrando postagens com o rótulo protestantismo

Reflexões sobre a Reforma e Unidade

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Entendo que a Soteriologia (doutrina da salvação) do protestantismo, com a crítica anabatista e a correção armínio-wesleyana é o ponto alto da teologia evangélica. Penso que faz juz à grande obra do Redentor e à graça de Deus. Compreender que o homem pelas obras possa fazer algo para ser salvo, ainda que seja um programa sacramental eclesial pode tornar vã a graça, porém, entender que Deus de antemão escolheu, por um absoluto decreto quem será salvo e quem será condenado faz dele autor do mal e do mau (para Wesley, pior que o diabo). Entretanto, a eclesiologia protestante é o seu ponto mais fraco. Ao desprezar a eclesiologia patrística, a sucessão apostólica, os protestantes se condenaram a dividirem-se em milhares e milhares de grupos, sendo muitos antagônicos entre si, espalhando o individualismo em um primeiro momento, e talvez sendo autor indireto da onda de ceticismo que varreu o ocidente. Só para se ter uma ideia, presbiterianos e metodistas já se dividiram centenas de vezes entr...

Porque no Oriente não houve Reforma?

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A foto em questão é de um padre ortodoxo e sua família. Eu a retirei da página do facebook Cristianismo Ortodoxo . A Igreja Ortodoxa entende a si mesma como fiel continuadora das tradições deixadas pelos apóstolos e pais da igreja. É uma fé muito bonita, com uma tradição muito rica, e que se separou de Roma no ano de 1054 (na verdade, os cristãos ortodoxos entendem que, quem se separou foi Roma). Seus principais patriarcados eram Constantinopla, Antioquia, Alexandria e Jerusalém. Hoje, a mais forte representante da Ortodoxia é a Igreja Russa. Fato é que, olhando para a história da Igreja Ortodoxa, não há, de modo geral, nada parecido com o que ocorreu no Ocidente relativo à Reforma Protestante. Porque será? De início, já digo que esta simples meditação não visa de modo algum esgotar o tema, mas somente fazer conjecturas do porque não terem surgido reformadores conforme os que existiram no ocidente. Faço esta reflexão de forma mais respeitosa possível. Seguem portanto, alguns possíveis...

Marina Silva, protestantismo e estado laico

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O vídeo acima foi postado em várias redes sociais e diz respeito à resposta de Marina Silva ao fato de se por em dúvida se ela seria uma ameaça ao estado laico pelo fato de ser evangélica. Ela responde maravilhosamente bem ao questionamento, deixa clara sua posição em favor do Estado laico, e ainda fala um pouco sobre o preconceito que já sofreu pelo fato de ser evangélica. Entretanto, precisamos meditar um pouco no que ela disse acerca da responsabilidade da Reforma Protestante para a criação da ideia de um estado laico. Penso que ela pode ter se equivocado um pouco neste aspecto, dependendo do que quis dizer. Isto porque, se meu parco conhecimento de história estiver correto, o protestantismo não criou um estado laico. Criou, na verdade, o estado confessional. E colocou ainda a autoridade do estado acima da autoridade da igreja em questões temporais. Foi assim na reforma luterana, na Alemanha e nos países escandinavos, foi assim na reforma anglicana, na Inglater...

Protestantismo e estado laico

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O vídeo acima foi postado em várias redes sociais e diz respeito à resposta de Marina Silva ao fato de se por em dúvida se ela seria uma ameaça ao estado laico pelo fato de ser evangélica. Ela responde maravilhosamente bem ao questionamento, deixa clara sua posição em favor do Estado laico, e ainda fala um pouco sobre o preconceito que já sofreu pelo fato de ser evangélica. Entretanto, precisamos meditar um pouco no que ela disse acerca da responsabilidade da Reforma Protestante para a criação da ideia de um estado laico. Penso que ela pode ter se equivocado um pouco neste aspecto, dependendo do que quis dizer. Isto porque, se meu parco conhecimento de história estiver correto, o protestantismo não criou um estado laico. Criou, na verdade, o estado confessional. E colocou ainda a autoridade do estado acima da autoridade da igreja em questões temporais. Foi assim na reforma luterana, na Alemanha e nos países escandinavos, foi assim na reforma anglicana, na Inglaterra, e foi assim entr...

Teologia da espiritualidade: Protestantismo

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É muito difícil falar do protestantismo, por conta da diversidade de tal movimento. Entretanto, tendo em vista a origem comum das denominações que se inspiram na Reforma, talvez seja possível traçar genericamente algumas características espirituais comuns às diversas denominações que tem sua inspiração nesta tradição cristã [1] . O protestantismo tem sua origem na tradição ocidental, ou seja, foi um fenômeno que ocorreu dentro do catolicismo romano, e como reação a este, não atingindo a ortodoxia oriental. Leia também a postagem anterior :  A espiritualidade ortodoxa . Uma das ênfases da espiritualidade protestante foi a necessidade do culto no vernáculo , tornando o fiel ainda mais próximo da liturgia. Desenvolveu-se, a partir daí, o cântico congregacional , que foi e continua sendo muito importante para a espiritualidade protestante, gerando um sentimento de comunidade, comunhão e adoração. Isso foi revolucionário para a cristandade ocidental. Outro aspecto, agora na questão euc...

Toda a Reforma em apenas dois versículos

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John Huss “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso pela fé, a esta graça, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5.1-2). Somente a fé ( sola fides ): “justificados, pois, mediante a fé ”. O homem é declarado justo pela fé, por colocar sua confiança em Cristo e na obra sacrifical na cruz. Se não fosse declarado justo, como teria paz com Deus? Somente Cristo ( solus Christus ): “temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo . Afirma-se que em ninguém mais há salvação, que não seja em Jesus. Veja que não se trata de um caminho direto para Deus, mas sim realizado pelo Único intermediador. Ele, Jesus, é o Autor de uma nova e eterna aliança! Somente a graça ( sola gratia ): “por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso pela fé, a esta graça . A salvação não é mérito humano, caso contrário, não seria graça. É presente. A fé é o meio, o instru...

Todos os pontos da Reforma em somente dois versículos

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso pela fé, a esta graça, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus” (Romanos 5.1-2). Somente a fé: “justificados, pois, pela fé”. Somente Cristo: “temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Somente a graça: “por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso ela fé, a esta graça. Somente a Deus glória: “e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus” Somente a Escritura: porque todo este ensinamento se encontra suficientemente na Escritura.

Católicos X Protestantes

C atólicos falam mal de protestantes. Protestantes falam mal de católicos. Mas onde o protestantismo não chegou, o catolicismo esfriou. E onde o catolicismo foi completamente expulso, foi o protestantismo que se esgotou. Mas onde foi permitida a guerra aberta entre ambos, o fervor religioso continuou. Mais do que católicos e protestantes gostam de admitir, parece que ambos necessitam um do outro. O protestante precisa do catolicismo para o combater. E o catolicismo, do protestantismo para reagir. Será o ecumenismo, como dizem os conservadores de ambos os lados, a destruição das duas religiões?

Protestantismo e individualismo

"Daí, alguns já terem dito que um protestante tentar combater o individualismo é como tentar sair do chão puxando os próprios cabelos..." S emana passada tive uma aula excelente com um professor de sociologia evangélico que nos falava acerca do individualismo moderno, passando pelo Renascimento até a Revolução Industrial, entre os pareceres de diversos doutos acerca do assunto. O individualismo, em seu sentido mais radical e doentio, todos na sala concordaram, é um mal a ser combatido. Foi quando lhe perguntei (sou um aluno meio chato) o que o protestantismo poderia ter a ver com o individualismo moderno; e, em uma sala lotada de alunos protestantes, o professor disse-me, brincando, que eu o havia colocado em maus lençõis... De qualquer modo, fez umas poucas citações de alguns que entenderam a participação do movimento protestante na formação espiritual da sociedade moderna, mas que não daa para entrar em muitos detalhes naquele momento. Leia todo o texto no Blog do Seino .

Protestantismo e individualismo

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"Daí, alguns já terem dito que um protestante tentar combater o individualismo é como tentar sair do chão puxando os próprios cabelos..." S emana passada tive uma aula excelente com um professor de sociologia evangélico que nos falava acerca do individualismo moderno, passando pelo Renascimento até a Revolução Industrial, entre os pareceres de diversos doutos acerca do assunto. O individualismo, em seu sentido mais radical e doentio, todos na sala concordaram, é um mal a ser combatido. Foi quando lhe perguntei (sou um aluno meio chato) o que o protestantismo poderia ter a ver com o individualismo moderno; e, em uma sala lotada de alunos protestantes, o professor disse-me, brincando, que eu o havia colocado em maus lençõis... De qualquer modo, fez umas poucas citações de alguns que entenderam a participação do movimento protestante na formação espiritual da sociedade moderna, mas que não daa para entrar em muitos detalhes naquele momento. Alguns alunos experientes espantaram...

Maria, por um evangelical.

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Por Carlos Seino http://blogdoseino.blogspot.com/ E sta última quinta feira tive a oportunidade de estar em um evento ecumênico, realizado na Paróquia de São Luiz, aqui em São Paulo, em que um padre católico romano, um ortodoxo e um anglicano discorreram acerca das percepções que cada igreja tinha acerca da Bem Aventurada Mãe de Nosso Senhor. O primeiro a falar foi o padre católico que deu uma boa visão histórica acerca dos diálogos entre a igreja católica e demais igrejas sobre o assunto. Discorreu sobre o diálogo com batistas, pentecostais, metodistas, e sobretudo, anglicanos. Um dos pontos que talvez ele tenha mais dedicado seu tempo foi em uma, por assim dizer, a uma interpretação mais aceitável, dos dogmas mariológicos católico romanos por parte das igrejas oriundas da Reforma. Ao discorrer, por exemplo, acerca do dogma da Assunção de Maria, quis dar a entender de que, muito mais do que uma elevação física dela aos céus, tem muito mais a ver com o fato do próprio Deus ...

Medo de Viver

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"Se nossa análise está correta, não há formas de fugir à conclusão de que o protestantismo habita um discurso. O mundo protestante é um discurso. (...) Estamos diante de um problema: como explicar que indivíduos e comunidades aceitem a repressão da vida e se submetam a um conhecimento que não permite que a vida se exprima? Porque, na verdade, num sistema em que o conhecimento absoluto é revelado, vindo de cima para baixo, um falar que seja a expressão do humano não pode ser aceito como revelador de uma verdade. Creio que algumas conclusões da psicanálise e da psicoterapia podem lançar luz sobre o problema. Freud mostrou que um dos mecanismos de que a psique lança mão para resolver os seus conflitos com a realidade é a substituição desta última por palavras. Palavras se tornam 'gratificações substitutivas' em lugar de um contato direto com as coisas e as pessoas. Assim, a verbalização serve como um substituto para a vida. Mas porque substituímos a vida por palavras? Qual a ...

Se o exame é livre, porque a intolerância?...

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H á um certo paradoxo no protestantismo. Paradoxo este daqueles complicados de entender, daqueles em que, um mesmo fenômeno apresenta tantas contradições em um mesmo aspecto que é de deixar qualquer um meio tonto, ou atônito... Um destes paradoxos do protestantismo é: como um movimento que, de certa forma, esteve na vanguarda do chamado individualismo no Ocidente (isto, tanto no bom como, talvez, no mau sentido) possa desenvolver características, as vezes, tão intolerantes? Explico. O protestantismo é, em tese, o ramo da cristandade que tem o menor espectro dogmático de todos; ou seja, comparado com o catolicismo romano e com a ortodoxia do oriente, há pouquíssimas crenças absolutamente obrigatórias no protestantismo. De modo geral, no protestantismo as crenças tradicionais na Santíssima Trindade, mais as teses protestantes do "Somente a Cristo", "somente a Graça", "somente a fé" e "somente a Escritura" são, de modo geral, são as crenças que toda...

Se o exame é livre, porque a intolerância?

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H á um certo paradoxo no protestantismo. Paradoxo este daqueles complicados de entender, daqueles em que, um mesmo fenômeno apresenta tantas contradições em um mesmo aspecto que é de deixar qualquer um meio tonto, ou atônito... Um destes paradoxos do protestantismo é: como um movimento que, de certa forma, esteve na vanguarda do chamado individualismo no Ocidente (isto, tanto no bom como, talvez, no mau sentido) possa desenvolver características, as vezes, tão intolerantes? Explico. O protestantismo é, em tese, o ramo da cristandade que tem o menor espectro dogmático de todos; ou seja, comparado com o catolicismo romano e com a ortodoxia do oriente, há pouquíssimas crenças absolutamente obrigatórias no protestantismo. De modo geral, no protestantismo as crenças tradicionais na Santíssima Trindade, mais as teses protestantes do "Somente a Cristo", "somente a Graça", "somente a fé" e "somente a Escritura" são, de modo geral, são as crenças que toda...

Protestantismo, ortodoxia e liberalismo

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É comum vermos uma certa "guerra doutrinária" nos seminários e circulos teológicos evangélicos. A bola da vez é atacar o que se convencionou chamar de liberalismo teológico". Entram debaixo desta alcunha desde teólogos neo-ortodoxos como Karl Barth ou mesmo existencialistas como Tillich e Bultmann, que de liberais mesmo, tenho alguma dúvida se algo tiveram... Aliás, conversando aqui ou acolá, a gente fica sabendo que gente que é considerada liberal por um grupo é considerada conservadora por outro. Vejamos o exemplo de Dom Robinson Cavalcanti, o grande anglicano brasilerio. No meio evangélico, é considerado um liberal. Se você ler o blog do Júlio Severo, que, salvo melhor juízo, está entre os ultra conservadores, verá muitas críticas ao socialismo de Cavalcanti. Entretanto, se você conhecer boa parte da liderança da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, igreja da qual o mencionado pernambucano foi consagrado bispo, veríamos que por lá ele é considerado ortodoxo, conserv...

Protestantismo, ortodoxia e liberalismo...

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É comum vermos uma certa "guerra doutrinária" nos seminários e circulos teológicos evangélicos. A bola da vez é atacar o que se convencionou chamar de liberalismo teológico". Entram debaixo desta alcunha desde teólogos neo-ortodoxos como Karl Barth ou mesmo existencialistas como Tillich e Bultmann, que de liberais mesmo, tenho alguma dúvida se algo tiveram... Aliás, conversando aqui ou acolá, a gente fica sabendo que gente que é considerada liberal por um grupo é considerada conservadora por outro. Vejamos o exemplo de Dom Robinson Cavalcanti, o grande anglicano brasilerio. No meio evangélico, é considerado um liberal. Se você ler o blog do Júlio Severo, que, salvo melhor juízo, está entre os ultra conservadores, verá muitas críticas ao socialismo de Cavalcanti. Entretanto, se você conhecer boa parte da liderança da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, igreja da qual o mencionado pernambucano foi consagrado bispo, veríamos que por lá ele é considerado ortodoxo, conserv...

Até que ponto é preciso crer em dogmas?

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ATÉ QUE PONTO É PRECISO CRER EM DOGMAS? O que precisamos crer, no que realmente precisamos acreditar para sermos bons cristãos/? Antes de iniciar esta reflexão, penso que é importante fazer a seguinte ponderação [1] . Tenho grande respeito pelos dogmas cristãos. Pelo credo apostólicos, pelo niceno-constantinapolitano, pelas Escrituras, pelos símbolos de fé, pelos sacramentos, bela beleza da iconografia dos ortodoxos, pela patrística, pela hinologia reformada, pel pentecostalismo, onde fui formado e criado; enfim, tudo o quanto configure esta fascinante história do cristianismo sobre a face da terra. Tenho grande consideração pelas comunidades evangélicas, uma das quais alegremente pertenço, e que se reúnem ao redor do mundo com tremenda alegria e ardor comunitário, que comunicam sua mensagem ao através, muitas vezes, de comunidades alegres, cantantes, dançantes, etc. Aprecio também a liturgia das chamadas Igrejas Católicas, seja da ala mais modernista, seja da ala mais tradicionalista,...