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Mostrando postagens com o rótulo pecado

O que aprendemos do pecado de Davi?

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“Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor...” (I Samuel 12.13). D avi era um grande rei. Desde menino foi chamado por Deus para tal ministério. Lutou bravamente contra Golias quando era jovem. Venceu batalhas. Foi odiado por Saul mas nunca levantou sua mão contra o “ungido do Senhor”. Não tomou o trono pela força, mas esperou pacientemente o cumprimento da promessa feita por Deus. Ocorre que em determinada ocasião, já rei, quando deveria estar na batalha, preferiu descansar e se distrair. Viu de sua janela uma bela mulher, questionou aos seus serviçais quem era, e mesmo advertido que era casada com um de seus homens mais fiéis, deu suas ordens e se deitou com ela. Noticiado de que tal mulher engravidara, mandou chamar o marido dos campos de batalha e tentou provocar um encontro entre o casal. Urias recusou deitar com sua mulher em solidariedade aos seus companheiros de batalha. Frustrado o plano do rei, este determina que Urias fosse abandonado na linha de frente do campo de bat...

Estar morto para o pecado significa estar insensível a ele?

Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? ( Romanos 6:1-2 ). Alguns mestres parecem ensinar que quando uma pessoa se converte está morta para o pecado, no sentido de que se tornou insensível a ele. Argumentam que uma pessoa morta não cheira, não enxerga, não escuta, etc. Logo, uma pessoa que morreu para o pecado não consegue apreciá-lo nem ser atraído a ele. Aqui temos que tomar um pouco de cuidado com a sutileza do que disse o amado apóstolo, bem como ter um pouco de ressalva a tais interpretações. Isso porque, segundo nos parece demonstrar a experiência, mesmo os maiores santos que existiram já comentaram da terrível tentação que sofreram, e já confessaram muitas vezes a si próprios como terríveis pecadores. O próprio apóstolo, em uma de suas epístolas confessou  si mesmo com “o principal dos pecadores” (1 Timóteo 1.15). Outrossim, tudo indica que a própria sagrada escritu...

Teologia da Espiritualidade: o tratamento das paixões III - A cobiça e a ira

A postagem anterior sobre este assunto pode ser lida aqui . Philarguria (cobiça, avareza). Diferente da gula e da luxúria, ela nasce “de fora para dentro”, no sentido que de não se trata de uma necessidade fisiológica do ser humano (comida e sexo). A cultura humana é geralmente baseada na cobiça, que gera o acúmulo e a avareza. Para Cassiano, a avareza está demonstrada quando surge no monge o desejo de multiplicar dinheiro. Logo, ele fica insatisfeito com a vida monástica, se torna bastante crítico, e quer arrumar uma desculpa para abandonar o mosteiro (será que podemos ver um paralelo aqui com a vida de alguns irmãos que desejam abandonar a igreja, o ministério, e começam a se tornarem críticos com tudo e com todos?).  São Bento ensinava que a propriedade privada era um vício . Resistir era uma luta mental, e o monge deveria se contentar com aquilo que o mosteiro oferece, sendo que o abade deveria providenciar o necessário para cada qual. Hoje, a cultura do consumo estimula a idei...

Cobiçar é adulterar

Lectio: Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti ; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. Meditatio: Geralmente, quem ainda não assimilou os conteúdos do evangelho, protesta contra tais palavras. Dizem: não posso nem olhar? Agora, até o pensamento está policiado? Os tais não entendem o que já conversamos antes. Jesus importa-se com a justiça do coração. A transformação que vem "de dentro para a fora". Já li um comentador (que não era cristão) dizer acertadamente que, quem se entrega à cobiça, está muito mais sujeito ao at...

Dos defeitos arraigados em nossas vidas

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Q uando lemos sobre a vida de alguns homens de Deus, vemos que eles não eram tão perfeitos quanto pensamos, e não obstante terem uma honrosa existência, apresentaram ao longo de suas vidas falhas de caráter, ou mesmo pecados arraigados dos quais não conseguiram se livrar. Cito o exemplo de Moisés. É conhecido o relato de quando este assassinou um egípcio (Êxodo 2.11). Isto se deu porque viu um escravo hebreu ser maltratado por aquele, sendo que, após o fato, teve que fugir do Egito. Se dermos crédito ao relato de Atos dos apóstolos, veremos que Moisés passou quarenta anos no Egito. E depois, quarenta anos no deserto, voltando após para o Egito, passando mais quarenta anos libertando os israelitas da Escravidão e conduzindo à terra prometida. Um total de quase cento e vinte anos (Atos 7.23, 30, 36). Entretanto, no final do seu ministério, antes de entrar na terra prometida, cometeu um erro diante de Deus. Isto porque, o Senhor o havia mandado “falar” para a rocha dar água no deserto (Nú...

Dos defeitos arraigados em nossas vidas

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Q uando lemos sobre a vida de alguns homens de Deus, vemos que eles não eram tão perfeitos quanto pensamos, e não obstante terem uma honrosa existência, apresentaram ao longo de suas vidas falhas de caráter, ou mesmo pecados arraigados dos quais não conseguiram se livrar. Cito o exemplo de Moisés. É conhecido o relato de quando este assassinou um egípcio (Êxodo 2.11). Isto se deu porque viu um escravo hebreu ser maltratado por aquele, sendo que, após o fato, teve que fugir do Egito. Se dermos crédito ao relato de Atos dos apóstolos, veremos que Moisés passou quarenta anos no Egito. E depois, quarenta anos no deserto, voltando após para o Egito, passando mais quarenta anos libertando os israelitas da Escravidão e conduzindo à terra prometida. Um total de quase cento e vinte anos (Atos 7.23, 30, 36). Entretanto, no final do seu ministério, antes de entrar na terra prometida, cometeu um erro diante de Deus. Isto porque, o Senhor o havia mandado “falar” para a rocha dar água no deserto...

A radicalidade na luta contra os tropeços

“Se a tua mão te fizer tropeçar, corta-a; melhor é entrares maneta do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno do fogo que não se apaga...” (Mc 9.43). A ssim também falou o mestre acerca dos pés (v. 45), bem como do olho (v. 47), que era melhor amputá-los que, possuindo os dois e tropeçar, ser lançado no inferno. Não sei se meditamos com seriedade nestes ensinamentos. Isto porque, vivemos em uma sociedade que nos induz a aproveitarmos o máximo de todas as nossas potencialidades. Ou seja, desde que não se contrarie a lei, somos incentivados a “ir onde nossos pés quiserem nos levar”, ou “ver tudo aquilo que os olhos quiserem ver”, ou “pegar tudo o que a vida nos proporcionar”... Ocorre que, segundo Jesus, os instrumentos do tropeço são nossos próprios membros. Se a tua “mão”, “olhos”, “pés” te fizerem tropeçar... Isso não difere dos ensinamentos de Paulo quando disse que vê em seus membros outra lei que “guerreia” contra a lei de sua mente, e que o faz prisioneiro da lei do ...

Miserável homem que sou

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Por Carlos Seino http://r-teologicas.blogspot.com/ "Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte"? (Romanos 7.24). A lguns podem entender que esta expressão feita pelo Apóstolo Paulo se trata de algum momento de sua carreira cristã que ficou para trás, tipo no início de sua conversão. Salvo melhor juízo, este era o posicionamento, inclusive de  John Wesley, que defendeu a doutrina da perfeição cristã. Paulo, segundo o grande autor, estava por expressar um tempo em que não era totalmente regenerado. Entretanto, no meu sentir, isto não é verdadeiro, ainda que eu não duvide da santidade dos  que defendem tal ponto de vista. Sou do entendimento de que a crise expressa pelo Apóstolo dos gentios no supramencionado versículo nos acompanha até praticamente o final de nossas vidas. É a famosa expressão de Paulo da luta do Espírito contra a carne (sarx) que nos acompará, certamente, até o último de nossos dias: "Porque a carne luta contra o Espírito e...

O efeito psicossomático do pecado

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"não há saúde nos meus ossos por causa do meu pecado" (Salmo 38.3b) H á um aspecto no pecado (ato de rebelião contra Deus) que temos a tendência de ignorar. Geralmente dizemos que o pecado faz separação entre Deus e o ser humano, que os seus efeitos só se darão em um futuro distante, após esta vida, mas esquecemos de apregoar os seus efeitos psicossomáticos qual seja, a influência sobre o nosso corpo e nossa mente. O salmista chega a dizer que não há saúde mais em seus ossos. Obviamente que o pecado não é o único responsável por todas as patologias existentes; entretanto, não custa avaliarmos a nós mesmos e aos que estão ao nosso redor se suas próprias lamentações quanto a isso não possa ter se originado em um ato, ou uma vida de rebelião contra Deus. Seria um completo contrasenso bíblico entender que alguém pode ser completamente são se vive em uma vida pecaminosa. E é isto que torna o mundo tão doente, pois o próprio conceito de pecado já lhe é estranho.. É soment...

Corrigidos pelo Senhor

"Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até o sangue, e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezeis a correção que vem do Senhor, nem desmaieis quando por ele é reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo o filho a quem recebe. É para a disciplina que perseverais (Deus vos trata como a filhos); pois, que filho há a quem o pai não corrige? Mas se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo sois bastardos, e não filhos". (Hebreus 12.4-8) Vivemos tempos difíceis. Difíceis porque, é complicado falar em um Deus disciplinador quando talvez, dentro dos lares, há tão pouca disciplina. Fato é que o escritor aos Hebreus faz uma referência a "não ter resistido até o sangue na luta contra o pecado". Isto pode dizer respeito ao martírio, à perseguição que aqueles leitores estavam passando (resitir até o sangue), ou pode ter relação ao esforço máximo para se r...

Jesus poderia pecar?

Olá, prezados leitores! Sempre que este tema surge em alguma discussão teológica em algum seminário, faculdade, as opiniões se dividem. Curiosamente, em uma destas discussões que presenciei, um professor presbiteriano de renome defendeu a tese de que Jesus realmente poderia ter pecado. Isto porque, caso assim não fosse, a encarnação teria sido um teatro, e o diabo, acusador do jeito que é, poderia dizer ao Criador que sua justiça não era perfeita, afinal, todo homem que é homem tem a possibilidade de pecar... Obviamente, toda a sala de iniciantes acabou que por aceitar, razoavelmente, a tese do digno professor; e como eu estava mais como ouvinte do que participante, afinal, encontro-me na mesma posição de professor naquele local, acabei por não entrar muito em discussão... Bom. Fui educado sob uma escola de teologia um poco conservadora neste sentido. Tanto é que, desde o início dos meus tempos de conversão, entendia-me com a divina missão de entender e ensinar um pouco do que aprendia...

A partir do fracasso...

"Não cumpro uma décima milésima parte dos mandamentos cristãos, é verdade, e sou culpado disso; mas não é por não querer cumprí-los que fracasso e, sim, por não saber como fazê-lo. Ensine-me como escapar das malhas da tentação que me fascina, ajude-me e os cumprirei. Mas, mesmo sem ajuda, desejo e espero fazê-lo. Culpe-me - eu mesmo o faço - mas culpe a mim, e não ao caminho que eu sigo. Se sei o caminho de casa, mas se vou por ele bêbado e cambaleando de um lado para outro, isto faz o caminho ser errado?" (Leon Tolstoi) Certamente, há muitos cristãos vitoriosos. Vejo na televisão, todos os dias. Gente que estava isso, estava aquilo, mas que foi fiel no dízimo e... tcham tcham tcham tcham... prosperaram da noite para o dia! Uma fé do tipo mágico, etc... Por outro lado, também não ignoro a literatura acerca dos grandes heróis da fé, bem como de grandes misticos. Não ignoro, por exemplo, nem a vida nem a doutrina de John Wesley, com a idéia de perfeição cristã. Também li um pou...
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NÃO EXPONHA CRISTO À VERGONHA “...visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-o a ignomínia” (Hebreus 6.6). Este é um dos textos mais difíceis da Sagrada Escritura, sendo talvez um dos mais debatidos de todos os tempos. Nos tempos do cristianismo primitivo, por exemplo, existiram aqueles que, com base neste texto, advogaram que um cristão, após o batismo, não poderia mais pecar, caso contrário estaria com sua salvação comprometida (daí, muitos deixarem para se batizar somente próximo da morte). Se você ler o comentário do Champlin, por exemplo, haverá nele pelo menos uma dez interpretações diferentes que foram sendo feitas durante a história para este texto. Particularmente, não pretendo enfrentar tais controvérsias teológicas, pois, a minha intenção é sempre procurar uma aplicação mais prática para as passagens da Sagrada Escritura, pois mais complicada que seja. Leia todo o texto em Campos Férteis .

Resultados dos Pecados dos Crentes (Lv 13.44-46)

Resultados dos Pecados dos Crentes (Lv 13.44-46) Por Bispo José Ildo Swartele de Mello Na antiguidade, a lepra, doença hoje denominada hanseníase, era considerada um símbolo da impureza do pecado, possivelmente devido ser uma doença degenerativa que produz feridas visíveis na pele, que podem chegar a ter uma aparência repulsiva. Além disto, a lepra é contagiosa. Hoje, sabemos que o seu potencial de contagio é baixo, mas, antigamente, as pessoas ignoravam este fato e temiam muito serem contagiadas, de modo que os leprosos eram discriminados e tinham de viver completamente isolados da sociedade. Jesus teve muita compaixão dos leprosos, tanto que ele contrariou a tradição e se aproximou deles para tocá-los e também curá-los (Mt 8.1- 4; Lc 17.11-19). Jesus ainda contou uma parábola que tem como herói o humilde e desprezado Lázaro, que tinha lepra (Lc 16.19-31). Mostrando como aqueles que são considerados últimos aos olhos dos homens podem vir a ser os primeiros aos olhos de Deus (Lc 13....
O ENGANO DO PECADO "exortai-vos mutuamente, cada dia, durante o tempo que se chama HOJE, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado" (Hebreus 3.13) N ão existe ontém. Não existe amanhã. Só há o HOJE , o eterno HOJE . Não há um tempo que passa. Somos nós que passamos. O que importa é o momento presente. O eterno AGORA . Importa a nossa condição diante do ETERNO que se revela no presente. O primeiro amor de ontém, já foi. O problema do pecado, ou, o nosso problema com o pecado é que ele entra sorrateiramente, e, após adentrar furtivamente no castelo do nosso ser (Teresa D'Ávila) busca tomar conta dele, dominando-o. Uma vez instaurado, ele endurece o nosso coração, nos enganando, procurando impossibilitar o arrependimento. O engano consiste em acharmos que nosso pecado é diferente, compreensível, desculpável, sem conseqüências. Ledo engano. Aquilo que o homem semear, isto colherá. Ao termos nossa comunhão com Deus abalada pelo triste ato, ficamos como ...

A ira de Deus

A ira de Deus não se manifesta neste mundo, necessariamente, com um ato positivo de castigo divino sobre os réprobos, como se um raio caisse em suas cabeças. Muito pelo contrário. Tal ira parece se manifestar muito mais em uma atitude de abandono, conforme lemos: "Por isso, Deus os entregou , nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem seus corpos desonrados entre si..." (Romanos 1.24) . Vejam que no vers. 18 do mesmo capítulo, diz que "do céu é revelada a ira de Deus". Segundo alguns teólogos, existe uma influência de Deus sobre todos os seres humanos que procura impedi-los a se entreguem totalmente à maldade e ao egoísmo dos seus próprios corações. Entretanto, os que perseveram em agir mal, Deus os abandona, para que, "ajam conforme querem..." Totalmente destituídos de tal "influência divina", o ser humano a si mesmo entregue, parece realizar todo tipo de torpezas... E, ao cometerem pecado, plantam um destino muito ruim para ...
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SOBRE O PECADO É nas profundezas mesmo da nossa personalidade que o pecado nos ataca. Ele destrói a única realidade de que depende o nosso caráter, identidade e ventura: a nossa orientação fundamental para Deus. Somos criados para querer o que Deus quer, conhecer o que Ele conhece, amar o que Ele ama. O pecado é a vontade de fazer o que Deus não quer, de conhecer o que Ele não conhece, de amar o que Ele não ama. Cada pecado, assim, é um pecado contra a verdade, um pecado contra a obediência e contra o amor. Ora, nessas três coisas, o pecado mostra ser uma suprema injustiça não sõ contra Deus, mas sobretudo, contra nós mesmos. Pois onde está o bem de conhecer o que Deus não conhece? Conhecer o que Ele não conhece, é conhecer o que não é. E porque amar o que Ele não ama? Há qualquer finalidade em amar o que não é nada? O que Deus ama, é. E o nosso destino é amar todas as coisas que Ele ama exatamente como Ele as ama. A vontade de amar o que não é implica, ao mesmo tempo, a recusa de amar...
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SOBRE O PECADO É nas profundezas mesmo da nossa personalidade que o pecado nos ataca. Ele destrói a única realidade de que depende o nosso caráter, identidade e ventura: a nossa orientação fundamental para Deus. Somos criados para querer o que Deus quer, conhecer o que Ele conhece, amar o que Ele ama. O pecado é a vontade de fazer o que Deus não quer, de conhecer o que Ele não conhece, de amar o que Ele não ama. Cada pecado, assim, é um pecado contra a verdade, um pecado contra a obediência e contra o amor. Ora, nessas três coisas, o pecado mostra ser uma suprema injustiça não sõ contra Deus, mas sobretudo, contra nós mesmos. Pois onde está o bem de conhecer o que Deus não conhece? Conhecer o que Ele não conhece, é conhecer o que não é. E porque amar o que Ele não ama? Há qualquer finalidade em amar o que não é nada? O que Deus ama, é. E o nosso destino é amar todas as coisas que Ele ama exatamente como Ele as ama. A vontade de amar o que não é implica, ao mesmo tempo, a recusa de amar...